10.5.11

Lacraia quebrou preconceitos e se tornou estrela


Em meio marcado pelo machismo e popozudas, 

dançarino fez história com irreverência

Miguel Arcanjo Prado, do R7





Divulgação/Record



A notícia da morte de Lacraia, na verdade Marco Aurélio Silva da Rosa, aos 34 anos, no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (10), além de deixar o mundo do funk carioca mais triste, deixa a todos também com aquela imagem que eternizou o dançarino: ele se saracoteando nos palcos dos programas de TV.

Ao convidar o menino homossexual pobre da comunidade do Jacarezinho para lhe acompanhar nos palcos Brasil afora, MC Serginho partiu para o tudo ou nada, em uma tacada de mestre.

Numa área musical extremamente machista como o funk, dominado até então por homens brucutus e mulheres popozudas, MC elegeu um o rapaz franzino e de dança desengonçada para estar a seu lado.
O excesso de carisma de Lacraia afastou qualquer preconceito que pudesse vir sobre ele. Era tão autêntico e simpático no que fazia que afastava qualquer possibilidade de questionamento.

Lacraia abriu portas para a diversidade no funk. Não só para os gays, como também para as mulheres donas de seus narizes que surgiram depois dele, como Tati Quebra-Barraco.

Relembre a dança de Lacraia, em homenagem feita por Rodrigo Faro em O Melhor do Brasil:

Por isso, não foi surpreendente quando Lacraia invadiu as salas de estar de todas as casas brasileiras, dançando sua Eguinha Pocotó nas tardes dos programas de auditório de todas as emissoras.

E, logo, todos queriam dançar como lacraia, sobretudo as crianças.

Sua dança, absurda num primeiro olhar, logo se tornava uma manifestação da irreverência carioca e daquele sentimento tão brasileiro que faz qualquer um de nós tentar superar as situações mais adversas com alegria.

Esta foi a lição de Lacraia. E a plataforma de seu sucesso

Lacraia VIRA PURPURINA.... Morte de Lacraia é o assunto mais comentado do Twitter




Lacraia durante gravação de programa em que aparece com a camisa do Flamengo. Foto:  Daniel Ramalho/CPDoc/Futura Press
Lacraia morreu às 5h desta terça-feira (10), no Rio de Janeiro
Foto: Daniel Ramalho/CPDoc/Futura Press
A morte de Marco Aurélio Silva da Rosa, mais conhecido como a dançarina Lacraia, já é o assunto mais comentado no Twitter no Brasil. O nome dela aparece em primeiro lugar nos Trending Topics do Rio, do Brasil e em segundo no mundial.
Alguns famosos também já se manifestaram na rede social. "Tadinha da Lacraia. Bom menino/a! Agora é caminho de luz para ele e aguentar a Sonia Abrãao!! (brincadeirinha sonia!!)", brincou Astrid Fontenelle.
"Que notícia triste meu Deus! A Lacraia era só alegria, nunca a vi chorar!", lamentou Solange Gomes.
"Que Deus conforte o coração da família da Lacraia. Neste momento só precisamos de pessoas ao nosso lado nos dando certeza do quanto somos e mesmo partindo, continuamos queridos. Lacraia descanse em paz, você nos trouxe muita alegria. Será nossa eterna Lacraia. Descanse em paz", comentou a funkeira Perlla.
"Ah poxa, eu queria tanto ter conhecido a Lacraia, ela era de responsa, quem conhecia tinha muito respeito. Descanse em Paz!", lamentou a atriz Thalma de Freitas.
Lacraia morre aos 34 anos
Segundo informações da assessoria de imprensa do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, no Rio de Janeiro, Lacraia morreu nesta terça-feira (10), por volta das 5h. Lacraia estava internada e tinha uma doença crônica, que não foi informada pelo hospital, a pedido da família.
A notícia da morte foi dada pelo promoter David Brazil em seu Twitter. Lacraia fez sucesso ao lado de MC Serginho no início desta década, quando participaram de muitos programas de TV embalados pelo hit Eguinha Pocotó


Veja um dos videos da Lacraia



A raiva

A gíria - Rafinha Bastos

6.5.11

BLOG EMUNAH: CNBB: união entre homossexuais é a "destruição da ...

BLOG EMUNAH: CNBB: união entre homossexuais é a "destruição da ...:

APARECIDA (SP) - Embora o reconhecimento da união entre casais do mesmo sexo não seja tema da 49ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), bispos que participam do evento anual, que está sendo realizado em Aparecida (SP) e define as ações da Igreja Católica no Brasil, condenaram o reconhecimento da união entre casais do mesmo sexo. O arcebispo de Maringá (PR), dom Anuar Battisti, afirmou que a união entre homossexuais aprovada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) representa uma "agressão frontal" à família, fato com o qual a Justiça estará "institucionalizando a destruição da família".

- Criando essa norma, essa lei, estaremos institucionalizando a destruição da família. Se torna mais uma vez uma agressão frontal à família que nós sempre defendemos - disse o arcebispo de Maringá, que não concorda com o "matrimônio" entre gays: - Não podemos concordar que aí exista uma união matrimonial, porque não existe uma união sacramental entre duas pessoas do mesmo sexo.

Para o bispo de Nova Friburgo (RJ), dom Edney Gouvêa Mattoso, é preciso que haja discernimento entre o que é "união civil" e "casamento", já que a Igreja Católica condena o casamento entre homossexuais, não a união civil.

- Uma coisa é união civil, outra é casamento. A Igreja se posiciona contrária a questão do casamento. O casamento, do ponto-de-vista religioso, é um sacramento e tem suas orientações próprias. Agora, o direito de duas pessoas de conviver e constituir um patrimônio, com direito a herança, penso que é consenso. Mas essa união não pode ser chamada de casamento - pregou o bispo.

Seria uma contradição, conforme o ponto-de-vista de dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, bispo auxiliar de Belo Horizonte, a Igreja defender a infelicidade das pessoas, mas a felicidade, conforme seus princípios, não deve ter como base uma família homossexual.

- A Igreja não deseja a infelicidade das pessoas. Isso seria uma contradição em si mesma. Ela busca, na fidelidade de Jesus, a salvação das pessoas, portanto a realização plena das pessoas. A Igreja, ao pensar assim, não está castigando ninguém, não está sendo proibitiva, leviana. Não, ele entende que o ser humano de fato se realizará na profundidade de sua relação na constituição de uma família a partir de um casal homem e mulher. Não homossexual.

Em tom didático, dom Joaquim Mol, que já foi professor da PUC-MG, observa que a discussão que acontece a partir da proposta de união gay em votação no STF deve servir para que a Igreja reforce suas convicções

- No Brasil nós deveremos dar o exemplo de reforçar nossa ação na criação de convicções das pessoas. Essas questões todas que tem sido discutidas ultimamente no Brasil, em outros países já foram discutidas, inclusive aprovadas. A Igreja não deseja ficar brigando apenas pela lei. Ela deseja uma lei muito boa e, se a lei contempla o que ele acredita, melhor ainda. Mas se isso não acontece, como já acontece em muitos países, e em algumas situações no Brasil, o que as Igreja precisa fazer é gerar convicções - defendeu o bispo mineiro.

Como exemplo, dom Joaquim Mol cita a hipótese de criação de uma lei que permitisse roubar que, mesmo aprovada, não teria a prática dos católicos convictos.

- Se essa lei for criada, que nós trabalhemos com a convicção tal que o cristão, seguidor de Jesus, diga assim: 'Embora a lei me faculte isso, por convicção e porque sou seguidor de Jesus e seu evangelho, eu não vou.' É a ação como resultado da convicção

Mais comedido, o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta, observou que, assim como o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), a igreja católica no Rio quer garantir direitos civis a funcionários públicos, cidadãos que constroem um patrimônio em conjunto, a Igreja Católica quer preservar o direito de todos

- A CNBB, como toda a Igreja do Brasil e do mundo inteiro, quer preservar o direito de todos, quer o bem de todos, a dignidade de todos. No caso do Rio de Janeiro, o governador quer que as pessoas tenham direito a herança, uma coisa e outra. São questões financeiras, estão trabalhando juntos, construindo juntos, mas não é uma família. A Igreja sempre defendeu, defende e defenderá os direitos das pessoas, é contra qualquer exclusão - defendeu.

Dom Orani afirma que não há qualquer divergência dos católicos em relação a duas pessoas que constroem os seus bens em conjunto, mas em relação ao que se entendo como família.

- O que a Igreja coloca é que partimos de bases diferentes, a família. A família é uma entidade que vem do direito natural, não é uma decisão da maioria das pessoas. As pessoas tem o direito sim, de ter sua responsabilidade, sua dignidade. Somos favoráveis a isso. Mas não é pela maioria que se diz o que é família.

Fonte: O Globo
Via: Blog dos Eleitos


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